Apreciando a própria companhia

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Levando em consideração nossa humanidade, é inerente nossa busca e preservação por companhia.

Companhia essa que buscamos em grupos de amigos, de trabalho, de estudos, relacionados à hobbies ou o próprio ambiente familiar: é o desejo mais natural e humano possível. Nessas buscas e realizações, entretanto, ficamos quase sempre focados em buscar o outro e nunca a nós mesmos, pois não somos ensinados a preservar nossa própria companhia já que associamos estar sozinho com ser sozinho. E isso ninguém quer! Certo?

A questão é, que existe diferença entre ser e estar – um é  estado permanente, o outro é temporário; assim como existem diferentes formas de encarar a “solidão” que não se é, em essência, um estado a ser rejeitado e evitado. Muito pelo contrário: precisa ser compreendido.

 

Os diferentes significados

 

Em inglês, por exemplo, existem duas palavras para explicar esses estados, loneliness  e solitude. Essas duas palavras podem ser traduzidas como “solidão” para a língua portuguesa, apesar de não serem necessariamente sinônimos, já que loneliness está associado com a infelicidade e a melancolia de se estar sozinho, e solitude expressa a glória e prazer pela solidão, o estado de se estar sozinho quando é agradável e relaxante.

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Essa é a diferença que temos que focar e preservar em nossa visão, quando tratamos dos temas de “solidão”. Se trata de estar em nossa própria companhia, apreciando esses momentos em que nos encontramos com nós mesmos. É a relação do eu consigo mesmo, que é a relação mais importante que temos.

Buscamos sempre a companhia alheia, o que é ótimo e necessário para nossa saúde e nosso bem estar, desde que não sejamos codependentes disso. Se nos perdemos no processo de nos encontrar, é porque estamos focados em nos encontrar nos outros, e isso nunca ocorre de forma efetiva. Nosso encontro maior é quando estamos com nós mesmos.

A busca por saúde e bem estar dependem sempre de uma harmonia, um equilíbrio de ações, comportamentos e pensamentos. Da mesma forma que não é saudável se isolar, também pode não ser saudável estar sempre  “fora”, constantemente cercado de pessoas e situações.

 

Como estar consigo?

 

Nossa “agenda” de atividades pode estar cheia ou pode estar vazia, mas sempre deve ter um espaço para nós mesmos.  A ideia de que estar sozinho implica sentimentos melancólicos ou egoístas não é uma verdade absoluta, portanto pode e deve ser ressignificada. Focar em nós mesmos de vez e quando em hipótese alguma deve nos levar ao caminho da culpa, da negação ou da dúvida! Já que focar em nós mesmos uma vez ou outra, de forma habitual, estabelece limites saudáveis e uma harmonia melhor entre a  relação eu versus os outros. É uma questão de autocuidado, também, de autonomia, independência e até mesmo amor-próprio.

Atividades em grupo são gratificantes, assim como as solitárias também podem ser. Apreciar nossa própria companhia da mesma forma que apreciamos a companhia alheia pode ser igualmente benéfico e saudável para nós, em todos os níveis: físicos, mentais, emocionais e psicológicos. 

 

introvert activities

Assistir um filme em casa ou no cinema, ler um livro interessante, estudar, pesquisar sobre assuntos diversos, ouvir nossa playlist  preferida, ou o álbum preferido de um artista que gostamos. Aprender um novo idioma, dominar uma nova técnica, começar a meditar ou praticar atividades físicas, descobrir coisas novas sobre nós mesmos! Escrever, desenhar, cozinhar, experimentar diferentes coisas, começar algo novo, ou voltar a fazer algo que gostamos muito mas não fazemos há muito tempo, seja por falta de horário ou apenas porque a vida foi seguindo sem que nos déssemos esse tempo tão precioso. 

Existe uma infinidade de coisas gratificantes e restauradoras que podemos realizar em nossa própria companhia. É importante nos darmos esses presentes, pois todo tempo investido em nós tem uma variedade de retornos: autocuidado, auto confiança, auto amor, auto conhecimento, auto preservação. Saúde, restauração, relaxamento, inovação e renovação. Estar em nossa própria companhia nutre os benefícios de reconhecimento e auto conhecimento. Qual foi a última vez que experimentou se dar esses momentos estando em sua própria companhia? Que tal tentar hoje mesmo? 

Nossa relação com nós mesmos pode ser melhor e mais rica do que imaginamos. É uma jornada gratificante e cheia de surpresas, que começa com o simples ato de se permitir.


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