O que é a Síndrome do Impostor?

Você já se pegou pensando se merece o que faz ou tem?

Quando você recebe um prêmio em um concurso, um elogio na faculdade, um aumento no trabalho…. Por que você precisa ficar desconfiando disto? Por que você diminui a cidade onde vive, o local onde estuda/trabalha, as pessoas ao seu redor, apenas para justificar que aquele elogio que te fizeram não tem como ser levado tão a sério assim? Por que você precisa se desmerecer?

Geralmente temos uma autoimagem, ou seja, a ideia que temos de nós mesmos. Se sou uma pessoa inteligente, bondosa, esperta e por aí vai essas ideias costumam corresponder com aquilo que somos, porém, muitas vezes acreditamos que somos uma única coisa, como se uma característica nos definisse por completo, no entanto somos ser humanos multifacetados. Há camadas mais internas, outras mais externas; camadas mais conscientes enquanto outras são inconscientes, aquilo que fazemos de fato e aquilo que achamos que fazemos; valores que dizemos ter e os contra valores que costumamos esconder.

A Síndrome do Impostor aparece quando no fundo eu sei que aquilo que estou vivendo ou fazendo não é resultado do mérito que as pessoas vêm em mim, ou seja, a pessoa enxerga mais valor em mim do que eu mesmo. É como se você entendesse que existisse uma fraude nas coisas em que você se propõe a fazer. Por exemplo: você foi parabenizado pelo seu chefe por ter entregue no prazo todos os documentos que ele te pediu, porém, apesar de você aceitar os elogios, no fundo você se lembra que enquanto digitava estes documentos, você parava de cinco em cinco minutos para jogar algum joguinho de celular aleatório e que por conta disto, provavelmente os textos não estariam com tanta qualidade ou que você poderia ter se dedicado mais. Você reconhece que o processo que você utilizou para alcançar determinado resultado, talvez não tenha sido algo ‘’tão incrível assim”.

Isso acontece porque temos um senso de merecimento infantilizado, pensamos mais ou menos assim: os bons merecem coisas boas e os maus merecem coisas ruins, logo, se eu tenho uma faceta meio maldosa, meio preguiçosa, invejosa, então, só deveríamos receber punições. Nós todos como seres humanos temos nossos dias mais preguiçosos, todos temos defeitos e qualidades, não existe aquele ser idealizado e romantizado que cumpre todas as tarefas com excelência o tempo inteiro. Adotamos um padrão de julgamento muito forte em relação aos outros e à nós mesmos.

Não somos perfeitos, há dias que fazemos as coisas “mancando”, errando, as vezes deixamos as obrigações para a véspera, as vezes poderíamos ter nos dedicado um pouco mais, porém temos que entender que isso faz parte do cotidiano de todas as pessoas, temos que entender que nossas entregas em relação ao mundo não são as mais incríveis e perfeitas.

Está tudo bem se nós temos nossas vulnerabilidades, nossos dias difíceis, se estão reconhecendo um valor naquilo que você se propõe a fazer, é porque isso que você faz tem um valor para estas pessoas.

 


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