Setembro Amarelo

Foi no ano de 2015 que a campanha do Setembro Amarelo foi instaurada pelo Centro de Valorização da Vida, do Conselho Federal de Medicina e pela Associação Brasileira de Psiquiatria, com o intuito de ajudar pessoas com doenças psicológicas.

Algumas pessoas acreditam que este nome (Setembro Amarelo), foi escolhido de forma aleatória, porém, existe uma história por trás disso.

Mike Emme era um jovem americano, mais conhecido como Mustang Mike, pois havia comprado um antigo Ford Mustang no qual trabalhou dias e noites para reformá-lo por completo, o transformando em um carro amarelo. Todos acreditavam que Mike era entusiasmado com sua vida, porém, aos 17 anos, no dia 08 de setembro de 1994 às 23:45 Mike tirou sua própria vida com um tiro, 7 minutos após, seus pais chegaram em casa e o encontraram morto dentro de seu próprio Mustang, junto com Mike havia um bilhete que dizia: “ Mãe, pai, não se culpem. Eu amo vocês. Com amor, Mike. 11:45 pm”. Devastados com o ocorrido, os pais de Mike, Dale Emme e Darlene Emme, pensaram que se tivessem chego 7 minutos antes, talvez pudessem impedir a tragédia ocorrida com o garoto, então, em seu velório, amigos e parentes de Mike distribuíram centenas de cartões presos em uma fita amarela, que dizia: “Se você precisar, peça ajuda”. Para a surpresa da família, dias após a entrega destes bilhetes, surgiram ligações de todos os lugares de pessoas que pediam apoio e confessavam seus problemas e medos pessoais. Foi quando surgiu a ideia de uma organização: Yellow Ribbon (Fita Amarela)

SUICÍDIO

É de utilidade pública que um tema como este seja abordado para que possamos nos conscientizar de forma assertiva sobre o assunto, além de olharmos com mais sensibilidade e compreensão para o próximo.

Como identificar

Existem algumas características que se somadas e realizadas com frequência, podem ser fatores que indicam as intenções de suicídio do outro.

  • Visão distorcida/falta de alternativa: é como se dentro da perspectiva da pessoa não houvesse uma saída. Ocorre por uma questão de perda amorosa, financeira, de status, perda de uma sensação de pertencimento de um determinado grupo ou comunidade, ou seja, qualquer sensação de afunilamento emocional.
  • Desesperança: é como se a pessoa não enxergasse sentido na vida, como se o futuro fosse algo nebuloso na cabeça desta pessoa.
  • Sofrimento constante: quando há uma sensação constante de desagrado, a pessoa costuma enxergar sempre o “copo mais vazio do que cheio”, como se algo de errado sempre permeasse o ambiente ao seu redor.
  • Uso de substância: pessoas que estão em uma posição frágil costumam fazer o uso de cigarro, bebidas alcóolicas, maconha, cocaína, medicação, qualquer tipo de substância que o usuário sinta alívio emocional.
  • Perda de Interesse: é como se aos poucos a pessoa apagasse seu brilho interno. Ela deixa de se interessar pelas coisas, pessoas, lugares, ou seja, é como se ela fosse se desconectando do mundo real e se fechando em seu próprio mundo, causando um isolamento social.
  • Apatia: quando a pessoa deixa de reagir aos fatores externos ao seu redor, seja notícias, acontecimentos, situações, entre outros.
  • Ódio ou raiva descontrolada: algumas pessoas sentem seus sentimentos negativos de forma descontrolada, como todos ao seu redor fossem culpados por tudo o que ocorre, ela deixa de se colocar no lugar do outro, pode a ver um aumento de exigências por parte desta pessoa para com os outros.
  • Vergonha/Culpa: outras pessoas podem se sentir inadequadas a certos ambientes ou pelos próprios comportamentos, podem criar em suas mentes sentimentos de inferioridade, além de se sentirem culpadas por determinadas situações ou até mesmo por estarem sentindo o que sentem.

 Fatores de risco implicados no suicídio:

– Tentativa anterior: o indivíduo já tentou suicídio uma vez, terá 100 vezes mais probabilidade de tentar novamente.

– Transtorno mental: de humor e/ou personalidade.

– Abuso de substância: como dito anteriormente, drogas, alcoolismo, entre outros.

– Idades entre 15-35 anos ou após 75 anos.

– Histórico familiar de suicídio.

– Homens se suicidam mais que mulheres.

– Falta de vínculo: social e/ou familiares

– Doenças terminais.

– Desemprego.

– Estresse contínuo na vida cotidiana.

Como ajudar?

  • Sem julgamentos: ou seja, aborde a pessoa diretamente e sem julgamentos. Pessoas que pensam em se suicidar costumam sentir-se pressionadas pelo mundo exterior, sentam sensação de culpa constantemente, então a última coisa que elas precisam neste momento delicado é que você a julgue-a ainda mais, caso você aja desta maneira, ela provavelmente não se abrirá para você. Faça com que ela se sinta à vontade com você e não crie uma postura de autoridade sobre ela.
  • Crie um pacto: diga a esta pessoa que se ela se sentir mal novamente, com vontade de tirar a própria vida, que ela fale com você e traga este assunto para que vocês possam conversar sobre isso.
  • Tenha cuidado em sua abordagem: não tenha abordagens dramáticas, que podem problematizar a questão e piorar ainda mais o quadro. Seja sereno (a), comprometido (a), seja cuidadoso (a) para que consiga transformar a vida desta pessoa em um lugar mais confortável e acolhedor.
  • Procure um especialista: um psicólogo, alguém que realmente acrescente, pois quem entende mais do assunto, ajudará melhor do que um leigo que possa vir a ter opiniões limitadas e muitas das vezes, influenciadas pela massa.

Esse vídeo do Canal Minuto Psíquicos aborda de forma ilustrativa modos de lidar com a ansiedade;

 

Para você que perdeu alguém próximo para o suicídio, deixe a sensação de impotência e culpa por não conseguir impedir o acontecimento, entenda que não temos o controle do que acontece na vida das pessoas, não somos treinados e preparados psicologicamente para perceber tudo o que ocorre no interior de alguém.

O Hug.u é uma rede de apoio emocional que serve de auxilio e prevenção ao suicídio, mas não é uma ferramenta que substitui o serviço gratuito de apoio emocional de emergência via telefone, o CVV (CENTRO DE VALORIZAÇÃO DA VIDA) o número 188 recebe chamadas de todo Brasil.

 


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